Foi no primeiro dia em que eu daria aula pro menino Maicon, 10 anos de idade sem leitura e sem escrita, que escutei uma professora: "Por que essa menina tá fazendo isso?" Calei-me. O silêncio foi a melhor resposta! Duas semanas depois outra disse “Isso é que é amor a causa!” A causa educação? Logo pensei, mas nada disse!
Ai que preguiça dessas pessoas!
Preguiça! Que virou raiva!
Eu tenho dó! Não do Maicon, não, ele é só mais um menino que não teve nenhuma oportunidade. Tenho pena dessa professora! Uma mulher com curso superior, professora se diz, que não acredita na capacidade de aprendizado de um menino com perfeitas condições de saúde! Bom, me atrevo dizer que a falha seria do professor incapaz de ensiná-lo! Tive dó!
Lamentável!
Agora... a respeito da outra professora. Já não é mais lamentável, é deprimente! EU NÃO TENHO AMOR A CAUSA! QUE SE DANE A EDUCAÇÃO! Então quer dizer que se eu ajudar um faminto com o alimento, meu hobby é cozinhar? Ou melhor, eu tenho amor a isso? Tenha dó! Se for pra falar besteira, nem abra a boca!
Eu amo as pessoas! Eu amo o menino que não sabe ler! Eu amo o faminto que não tem o que comer, amo o doente que não tem nenhum apoio! Não amo a causa, não amo a educação! Se a educação fosse no mínimo razoável, eu ocuparia meu tempo fazendo outro tipo de trabalho, talvez até ajudando pessoas muito mais necessitadas!
Bom.. é isso.. engasgou tudo aqui!
Só com Ela eu poderia terminar:
“Jesus não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares. Nem eu. Somente por amor se pode dar banho em um leproso.”
Madre Tereza de Calcutá
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