Foi no primeiro dia em que eu daria aula pro menino Maicon, 10 anos de idade sem leitura e sem escrita, que escutei uma professora: "Por que essa menina tá fazendo isso?" Calei-me. O silêncio foi a melhor resposta! Duas semanas depois outra disse “Isso é que é amor a causa!” A causa educação? Logo pensei, mas nada disse!
Ai que preguiça dessas pessoas!
Preguiça! Que virou raiva!
Eu tenho dó! Não do Maicon, não, ele é só mais um menino que não teve nenhuma oportunidade. Tenho pena dessa professora! Uma mulher com curso superior, professora se diz, que não acredita na capacidade de aprendizado de um menino com perfeitas condições de saúde! Bom, me atrevo dizer que a falha seria do professor incapaz de ensiná-lo! Tive dó!
Lamentável!
Agora... a respeito da outra professora. Já não é mais lamentável, é deprimente! EU NÃO TENHO AMOR A CAUSA! QUE SE DANE A EDUCAÇÃO! Então quer dizer que se eu ajudar um faminto com o alimento, meu hobby é cozinhar? Ou melhor, eu tenho amor a isso? Tenha dó! Se for pra falar besteira, nem abra a boca!
Eu amo as pessoas! Eu amo o menino que não sabe ler! Eu amo o faminto que não tem o que comer, amo o doente que não tem nenhum apoio! Não amo a causa, não amo a educação! Se a educação fosse no mínimo razoável, eu ocuparia meu tempo fazendo outro tipo de trabalho, talvez até ajudando pessoas muito mais necessitadas!
Bom.. é isso.. engasgou tudo aqui!
Só com Ela eu poderia terminar:
“Jesus não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares. Nem eu. Somente por amor se pode dar banho em um leproso.”
Madre Tereza de Calcutá
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Porticanto
Não é preciso esquecer para não sofrer,
basta não lembrar...
É saudável não lembrar!
Esquecer vira ferida aberda, dificil de curar!
Não é preciso esquecer, basta não lembrar!
basta não lembrar...
É saudável não lembrar!
Esquecer vira ferida aberda, dificil de curar!
Não é preciso esquecer, basta não lembrar!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Só olhar
Ser feliz não é aceitar os outros e suas dificuldades,
aceitar você mesmo e as suas próprias deficiências;
Assim como se superar não é bater um recorde dos outros,
mas ultrapassar as suas próprias limitações!
É preciso praticar!
"Olhar só pra dentro é o maior desperdício!"
Não pelo "olhar para dentro",
Mas pelo "só"
O olhar interno ele examina,
evidencia,ameniza, ou até mesmo
corrige certas imperfeições.
aceitar você mesmo e as suas próprias deficiências;
Assim como se superar não é bater um recorde dos outros,
mas ultrapassar as suas próprias limitações!
É preciso praticar!
"Olhar só pra dentro é o maior desperdício!"
Não pelo "olhar para dentro",
Mas pelo "só"
O olhar interno ele examina,
evidencia,ameniza, ou até mesmo
corrige certas imperfeições.
sábado, 19 de junho de 2010
Portocanto!
Já que não me aporto em ti ,
ao menos boio ao teu redor.
Dos mares: o menor.
Bitarães,
Dos mares, o pior!
ao menos boio ao teu redor.
Dos mares: o menor.
Bitarães,
Dos mares, o pior!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Apenas e apesar
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicacao.
Madre Teresa de CalcutáAmar apenas
Apenas amar
Pena do apenas
Pena do amar
Pena do pena
Pena do amar apenas
Prefiro o amar apesar
O pesar de amar vale a pena
Sem ter pena de amar!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Receita
Mamãe
Papai
Vovó
Jardim
Desenhos
Escola
Escola
Escola
Amigos
Namorados
Amigos
Namorados
Faculdade
Faculdade
Formatura
Trabalho
Trabalho
Trabalho
Trabalho
Casamento
Trabalho
Filhos
Trabalho
Netos?
Netos?
...
Me recuso a buscar essa discutível perfeição.
Papai
Vovó
Jardim
Desenhos
Escola
Escola
Escola
Amigos
Namorados
Amigos
Namorados
Faculdade
Faculdade
Formatura
Trabalho
Trabalho
Trabalho
Trabalho
Casamento
Trabalho
Filhos
Trabalho
Netos?
Netos?
...
Me recuso a buscar essa discutível perfeição.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Half
"Quando penso em você, fecho os olhos de saudade. "
Meu querido;
meu eterno;
meu amigo;
meu mehor!
Foi com o mais sincero amor;
O mais devastador;
Que eu te amei!
Em todo o tempo!
Por todos esses 11 anos!
Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor...!
(Machado de Assis)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Alagoa
Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
Não sei se é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
e calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
A lagoa brilha
A lagoa se pinta
De todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...
CDA
água parada inunda a mente de paz...
causa enchente na alma...
alaga o ser...
desagua simples emoções no coração...
Eu vi a lagoa.
Não sei se o mar é bonito,
Não sei se é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
e calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
A lagoa brilha
A lagoa se pinta
De todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...
CDA
água parada inunda a mente de paz...
causa enchente na alma...
alaga o ser...
desagua simples emoções no coração...
Eu vi a lagoa.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pra um que fica
Não rimarei a palavra sono
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
elas saltaem, se beijam, de dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Carlos Drummond de Andrade
.....................................................................................
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
.....................................................................................
A poesia se libertou, do casulo, da fôrma, do nosso insistente desejo calculista de metrificar e quantizar todas as coisas. Ela é uma forma viva de expressão, e como tudo aquilo que vive, tem a liberdade como um instinto intrínseco,
puro,
natural!
É... estamos mesmo mortos!
Mais mortos que tudo aquilo que inventamos todos os dias!
Não mudamos!
Não nos libertamos!
Não, nos libertamos não!
Daquele nosso insistente desejo calculista de metrificar e quantizar todos os nossos sentimentos!
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
elas saltaem, se beijam, de dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Carlos Drummond de Andrade
.....................................................................................
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
.....................................................................................
A poesia se libertou, do casulo, da fôrma, do nosso insistente desejo calculista de metrificar e quantizar todas as coisas. Ela é uma forma viva de expressão, e como tudo aquilo que vive, tem a liberdade como um instinto intrínseco,
puro,
natural!
É... estamos mesmo mortos!
Mais mortos que tudo aquilo que inventamos todos os dias!
Não mudamos!
Não nos libertamos!
Não, nos libertamos não!
Daquele nosso insistente desejo calculista de metrificar e quantizar todos os nossos sentimentos!
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